Capa de Seu Genaro e Dona Morte

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Seu Genaro e Dona Morte

Um encontro (quase) normal no fim da linha.

Seu Genaro e Dona Morte

Toc... toc... toc...

— Entre... — respondeu Genaro, com uma voz grossa e molhada, dessas que parecem vir de muito longe. Para dizer uma palavra precisava buscar ar primeiro; para dizer duas, já era quase uma negociação com o peito.

A porta abriu só o bastante para passar uma mulher magra, vestida de escuro, com uma prancheta debaixo do braço.

— Licença, seu Genaro. Como vai o senhor hoje?

Genaro virou o rosto no travesseiro e apertou os olhos, tentando vencer a penumbra do quarto.

— Vou muito bem, pois não está vendo? Hoje de manhã quase saí da cama.

— Olha que maravilha — disse a visitante, aproximando-se.

— Quase caí do outro lado, mas isso já é detalhe.

A mulher conteve um sorriso e se apoiou na beirada da cama. A luz entrava pela fresta da cortina de um jeito mesquinho, riscando o quarto sem iluminar direito o rosto dela. Genaro enxergava a forma, a roupa escura, as mãos compridas e aquela prancheta que balançava devagar enquanto a desconhecida preenchia formulários com uma calma que lhe pareceu abusada.

Aos noventa anos, Genaro já perdera muito do que um homem passa a vida acreditando que nunca vai perder. As pernas haviam desaprendido a obedecer, a mão direita tremia, o coração trabalhava quando lhe dava vontade e os pulmões chiavam feito porta de venda velha. A conversa, porém, permanecia em perfeito estado. Genaro era econômico de palavra quando queria, mas, se precisasse se salvar na prosa, podia fazer um padre atrasar missa e um cobrador esquecer a dívida.

E aquela visita estava fora de hora.

Ele espremeu os olhos para enxergar o relógio na parede. Não era horário de visita, nem de remédio, nem de banho, nem de enfermeira vindo mexer onde ele preferia que ninguém mexesse. O corredor estava quieto. Quieto demais.

A mulher terminou de escrever alguma coisa e ergueu os olhos.

— Seu Genaro... bora mais eu?

O velho arregalou os olhos.

— Uiaaaa... É o que eu mais queria, minha senhora.

— Pois pronto. Então bora.

Ela fechou a caneta e encaixou-a na prancheta, satisfeita como quem acabara de resolver um assunto simples de repartição.

Genaro ficou observando.

— Bora pra onde?

— Para o outro lado.

— Que outro lado?

— O outro, seu Genaro.

— Pois a senhora me desculpe, mas isso é endereço que não se dá nem para mototáxi. Outro lado de quê?

A visitante inclinou a cabeça, paciente.

— O senhor sabe.

Genaro olhou melhor para ela. Depois para a roupa escura. Depois para a prancheta. Por fim, reparou numa coisa comprida encostada atrás da porta, quase escondida pela sombra.

— Ah.

— Pois é.

— A senhora é quem eu estou pensando?

— Depende do que o senhor está pensando.

Genaro puxou o lençol até a barriga.

— Se eu disser, a senhora se ofende?

— Não costumo.

— Dona Morte?

A mulher abriu um sorriso discreto e fez uma pequena reverência com a cabeça.

— Às ordens.

— Às ordens de quem?

— Seu Genaro...

— Perguntei só por curiosidade.

Ela respirou fundo.

— Podemos ir?

Genaro olhou para o teto como se procurasse ali uma desculpa pendurada.

— Agora?

— Agora seria conveniente.

— Conveniente pra quem?

A Morte apertou a prancheta contra o peito.

— Para todos os envolvidos.

Genaro fez uma cara comprida.

— Esse “todos” nunca traz coisa boa.

Ela não respondeu. Ele aproveitou o silêncio.

— Cê veja, menina... logo mais minha neta vem me visitar. A mais novinha. Um doce de criatura. Dez anos. Toca na fanfarra da escola. Se eu sair agora, a pobrezinha chega aqui e encontra a cama vazia. Isso é trauma pra criança.

A Morte baixou os olhos para a ficha.

— Qual neta?

— A mais nova.

— O nome.

Genaro abriu a boca e ficou parado.

— Marlene.

— Marlene é sua filha.

— Eu sei. Estava vendo se a senhora sabia.

A Morte levantou apenas uma sobrancelha.

— Lucinha — arriscou ele.

Ela passou o dedo pela prancheta.

— Foi para a casa do namorado.

— Clarinha.

— Está viajando.

— Jéssica.

— Há três meses não vem aqui.

— Menina ocupada.

— Muito.

Genaro franziu a testa, pensando com esforço.

— A pequena.

— Qual delas?

— A pequena, mulher! Aquela miudinha.

— O senhor tem sete netas.

— Pois uma há de ser a pequena. Em família grande sempre tem uma.

A Morte fechou a prancheta por um instante.

— Nenhuma vem hoje.

Genaro olhou para ela, depois para a janela.

— Ah, pois olha...

— Então bora?

— Já que o dia lá fora... Oxente, não acredito. Já está chovendo?

A Morte virou-se de supetão para a janela.

— Chovendo?

Foi até a cortina e puxou-a. Do lado de fora, o céu estava pesado, cinza, mas seco.

Enquanto ela conferia o tempo, Genaro esticou o braço devagar na direção do botão de chamada das enfermeiras. Faltavam dois dedos para alcançá-lo quando a Morte se virou.

— Deixe de me enrolar, seu Genaro.

Ele recolheu a mão com a dignidade possível.

— Eu? Deus me livre.

A Morte olhou novamente para fora, como se precisasse justificar o próprio engano.

— O dia está maravilhosamente...

Parou. O céu não ajudava.

— Cinza — concluiu. — Cinza-escuro. Quase escuro. Mas não está chovendo.

— Pois é. Tempo feio assim não é bom para viagem.

— A viagem é curta.

— Toda viagem é curta pra quem não diz onde vai.

Ela voltou para junto da cama.

— Seu Genaro, não há razão para esse apego todo. O senhor tem noventa anos. Está cansado, sente dor, mal consegue se levantar. Já cumpriu sua parte por aqui.

— Quem disse?

— A vida.

— A vida fala agora?

— É modo de dizer.

— Pois escolha melhor o modo, que eu sou homem de entender palavra.

A Morte desviou o assunto.

— O senhor deixará para trás esse corpo sofrido, a falta de ar, os remédios, as agulhas...

— Agulha eu não gosto mesmo.

— Não vai mais precisar delas.

Genaro pareceu considerar.

— Nem daquele remédio amargo das seis?

— Nem dele.

— Isso melhora a proposta.

— Está vendo?

— Devagar. Uma coisa boa não faz negócio bom.

A Morte fechou os olhos por um instante. Genaro percebeu e se animou.

— Além disso — continuou ela —, sua família seguirá em frente. Cada um com sua vida. Seus filhos já estão criados, os netos também. O senhor não precisa mais carregar preocupação com ninguém.

— Minha família é tudo que eu tenho.

A Morte consultou a ficha.

— Seu filho mais velho veio aqui domingo passado.

— Veio me ver.

— Veio perguntar onde o senhor guardou a escritura do terreno dos fundos.

Genaro piscou.

— Homem organizado. Sempre foi.

— Sua filha Sônia veio na terça.

— Essa é apegada comigo.

— Perguntou para a enfermeira se o senhor ainda tinha a aliança de ouro.

O velho ficou em silêncio.

— Foi por zelo — disse depois.

— Claro.

— Família é família.

— Sem dúvida.

— E minha mulher? Gertrudes está comigo faz sessenta e três anos.

A Morte fez uma pequena careta.

— Sessenta e quatro.

— Está vendo? Nem eu lembro direito e a senhora sabe.

— Faz parte do trabalho.

— Ela não vive sem mim.

A Morte abaixou os olhos.

— Humm.

Genaro estreitou os olhos.

— Que “humm” foi esse?

— Nenhum.

— Foi um “humm” de informação escondida.

— Seu Genaro, melhor deixarmos isso para lá.

O monitor cardíaco, que vinha num compasso preguiçoso, acelerou dois pontos.

— Deixar o quê pra lá?

— Nada importante.

— Se não era importante, por que a senhora fez “humm”?

— Foi involuntário.

— Humm involuntário é pior ainda. Diga logo.

A Morte fingiu procurar alguma coisa na prancheta.

— Não vim aqui para tratar de sua esposa.

— Mas começou.

— Eu não comecei nada.

— Começou com o “humm”. Agora sustente.

A máquina apitou mais depressa.

A Morte olhou para o aparelho.

— Seu coração está se alterando.

— Meu coração é meu. Cuide do seu.

— Eu não tenho.

— Pois então não venha mandar no dos outros.

A Morte respirou fundo, já menos paciente.

— Sabe o Zezão da mercearia?

Genaro congelou.

— O que tem o Zezão?

— Nada.

— Nada uma ova. O que tem ele?

— Eu realmente não queria falar.

— Pois agora vai.

— O senhor vai se aborrecer.

— Já estou aborrecido.

— Pode piorar.

— Pior é ficar imaginando.

A Morte fez uma expressão compungida.

— Já que o senhor insiste...

Genaro ergueu um pouco a cabeça. O monitor começou a marcar os batimentos num ritmo mais descompassado que a percussão da fanfarra da neta de dez anos que, àquela altura, ele nem lembrava direito qual era.

A Morte olhou para o aparelho e desistiu.

— Melhor não. Do jeito que está, o senhor acaba batendo as botas antes de eu terminar o serviço.

Seguiu-se um silêncio comprido.

Genaro ficou olhando para ela.

Ela ficou olhando para a prancheta.

Ele esperou.

Ela não falou.

— Zezão é casado — disse Genaro.

— Eu sei.

— Gertrudes também.

— Sei também.

— Comigo.

— Consta aqui.

— Então pronto.

A Morte fez que sim, satisfeita por encerrar o assunto.

Genaro não encerrou.

— Há quanto tempo?

— Seu Genaro!

— Perguntar não mata.

A Morte encarou-o.

— O senhor está realmente dizendo isso para mim?

Genaro pensou um pouco e deu de ombros.

— Justo.

A Morte decidiu mudar de assunto.

— Seu Rolls-Royce Silver Cloud III, de 1964, era bonito, hein?

Genaro virou o rosto devagar.

— Era?

A Morte percebeu o tropeço.

— É. É bonito.

— A senhora disse “era”.

— Maneira de falar.

— Que aconteceu com meu carro?

— Nada.

— Dona Morte.

— O quê?

— Que aconteceu com meu Rolls-Royce?

Ela apertou a prancheta contra o peito, ofendida.

— Seu Genaro, eu não vim aqui para fofocar. Se há uma coisa que me desgosta é fuxico.

— Engraçado. Pra quem não gosta, a senhora sabe de tudo.

— Informação de serviço não é fofoca.

— E informação de Gertrudes com Zezão é o quê?

— Eu não disse isso!

— Mas fez “humm”.

O monitor acelerou de novo.

Genaro esticou a mão para o botão de emergência e, desta vez, conseguiu alcançá-lo. Apertou com os dedos fracos.

Uma vez.

Duas.

Três.

Nada.

A Morte esperou, os braços cruzados.

Genaro apertou mais duas vezes.

— Pois olhe, homem, eu não tenho todo o tempo do mundo, não!

Ele parou e olhou para ela.

A Morte percebeu a própria frase.

— É modo de dizer.

— A senhora tem uns modos de dizer muito desmantelados.

— Bora, seu Genaro. Se avexe.

— Agora a senhora quer que eu me avexe pra morrer?

— Quero que coopere.

— Cooperação é quando os dois ganham.

— O senhor vai ganhar descanso eterno.

— E a senhora?

— Cumpro minha função.

— Então só a senhora ganha.

A Morte apertou os lábios.

Genaro sorriu com a satisfação de quem acabara de encontrar uma brecha num contrato.

— Na verdade — disse ele —, qual é mesmo a sua graça?

— Ara, não se faça de besta.

— Não estou me fazendo. Só acho indelicado chamar uma senhora pelo apelido.

— Não ligo.

— Então... Dona Morte, se é que posso chamar assim...

— Pode.

— Eu não sei se estou pronto para partir.

Ela soltou o ar pelo nariz, levantou-se e apanhou a foice que estava atrás da porta.

Genaro acompanhou o movimento com os olhos.

— Isso aí precisa mesmo?

— Procedimento.

— Não parece muito higiênico.

— Seu Genaro!

— Só comentei.

A Morte apoiou a foice no chão.

— O senhor está prontinho da Silva dos Quadros Paranhos.

Genaro franziu o cenho.

— Isso tudo é meu nome?

— Está na ficha.

— Minha mãe tinha tempo.

— Pelo visto.

Ele olhou para o próprio pijama e alisou o peito com a mão trêmula.

— Mas quem vai me ajudar a vestir meu Brioni?

— Seu quê?

— Meu terno. Brioni. Feito sob medida. Só usei duas vezes.

A Morte fechou os olhos.

— Ô, homem, deixe eu lhe explicar: para onde o senhor vai, ninguém vai se importar se está de Brioni, de pijama ou pelado.

Ao dizer “pelado”, fez rapidamente o sinal da cruz.

Genaro viu.

— Opa.

— O quê?

— A senhora fez o sinal da cruz.

— Não fiz.

— Fez sim.

— Costume.

— A Morte tem costume?

— Todo mundo tem.

— A senhora acabou de dizer que lá ninguém liga pra roupa, mas benzeu-se quando falou em pelado. Isso me deixa com dúvida sobre o lugar.

A Morte perdeu um pouco da compostura.

— Seu Genaro, o senhor quer morrer ou abrir uma sindicância?

Ele afundou a cabeça no travesseiro, com ar de vencido.

— Tá bom. Tá bom.

A Morte pareceu aliviada.

Passaram-se alguns segundos.

— E o Rolls-Royce?

A Morte gemeu.

— De novo, homem?

— Quero saber.

— Pra quê essa preocupação agora?

— Porque é meu.

— Era.

Genaro virou o rosto num estalo que não combinava com a idade.

A Morte mordeu o lábio.

— Quer dizer...

— Era?

Ela desistiu de consertar.

— Nem sei se já tiraram do fundo da piscina.

Genaro quase sentou.

— Piscina?!

— É.

— Que piscina?

— A sua.

— Meu Rolls-Royce está no fundo da minha piscina?

— Está.

— Da piscina grande?

— Aquela azulzinha. Bonita que só.

— Como meu carro foi parar lá?

A Morte examinou a lâmina da foice, evitando os olhos dele.

— A festa.

— Que festa?

— A da sua partida.

— Que partida?

— Pro outro lado.

Genaro engoliu em seco.

— Mas eu nem morri ainda!

A Morte enfim o encarou.

— Só o senhor que não percebeu.

Por um segundo o quarto pareceu diminuir.

Genaro olhou para o monitor, para o soro, para o botão na mão. Apertou-o de novo, agora com desespero.

Uma vez. Duas. Cinco. Dez.

Nenhuma enfermeira apareceu.

A Morte se aproximou da cabeceira e levantou, entre dois dedos, os fios que desciam por trás da cama.

Estavam cortados.

— Acha que eu brinco em serviço?

Genaro olhou para os fios. Depois para ela. Depois para a foice.

— Um pouco.

A Morte fechou a cara.

— Seu Genaro!

— Perguntou, eu respondi.

Ela largou os fios e tornou a encostar a foice na parede.

Dessa vez, Genaro ficou quieto. Pela primeira vez desde que a visitante entrara, não encontrou uma pergunta, uma neta, uma chuva, um terno ou qualquer outra coisa que pudesse lhe comprar mais cinco minutos.

— E o que eu faço agora? — perguntou, mais baixo.

O semblante da Morte amoleceu.

— Vem comigo.

— Certo.

Ela esperou.

Genaro respirou fundo.

— Eu só queria...

A Morte virou-se, já sem saber se ria ou se se zangava.

— Queria o quê, homem de Deus?

Genaro abriu os olhos.

— Eu sou de Deus?

— Não sei, homem! É só uma expressão.

— Ah.

Ele ficou pensativo por alguns instantes.

— E pra onde a senhora vai me levar?

— Não sei.

— Como não sabe?

— Não me faça pergunta difícil.

— Mas a senhora é a Morte.

— Eu sou a Morte. Não sou do setor de destino.

Genaro assimilou aquilo com evidente desapontamento.

— Então a senhora não sabe se eu vou pra cima ou pra baixo?

— Não.

— E quem sabe?

— O homem.

— Que homem?

— O da barba branca.

Genaro empalideceu e olhou para o teto.

— Ele?

A Morte acompanhou o olhar e demorou um instante para entender. Quando entendeu, quase riu.

— Não, homem! O porteiro.

— Tem porteiro?

— Tem.

— E ele decide?

— Ele encaminha.

— Pra cima ou pra baixo?

— Seu Genaro, eu já disse que não sou desse departamento.

O velho olhou para o crucifixo pendurado na parede em frente à cama. Cristo mantinha os braços abertos. Naquele momento, Genaro já não sabia se aquilo era um convite para chegar ou um aviso para nem tentar.

— Dona Morte...

— O quê agora?

— Eu só queria morrer feliz.

Ela abriu um sorriso cansado.

— Não seja por isso. Quer que eu lhe conte uma historinha pra morrer feliz?

Genaro olhou ofendido.

— A senhora está mangando de mim?

— Foi o senhor que começou.

Ele quis retrucar, mas o ar faltou no meio do caminho. Tossiu, respirou com dificuldade e deixou a cabeça afundar no travesseiro. Já estava cansado de arengar com a Morte, e isso, para Genaro, era um cansaço novo. Talvez fosse mesmo a hora. Talvez não adiantasse inventar outra neta, outra visita, outra chuva. Talvez até Gertrudes e Zezão pudessem se resolver sem ele — embora esse pensamento, em particular, doesse mais que a agulha das seis.

Foi então que um fio de luz surgiu diante dele.

Primeiro fino, quase uma rachadura na penumbra. Depois mais largo. A claridade cresceu devagar, espalhando-se pelo quarto até apagar os cantos, a parede, a janela. Dentro dela apareceu uma figura vestida de branco, tão alva que Genaro precisou semicerrar os olhos para tentar distinguir o rosto.

Instintivamente, procurou Dona Morte.

Ela havia desaparecido.

Não havia foice encostada na parede, nem prancheta, nem vestido escuro, nem sombra junto à porta. Só aquela luz crescendo e a figura branca caminhando na direção da cama.

Genaro engoliu em seco.

A figura se aproximou.

Ele tentou se erguer, mas o corpo não respondeu.

— Seu Genaro...

O velho prendeu a respiração.

A figura inclinou-se sobre ele.

— Hora do remedinho, seu Genaro.